terça-feira, 10 de junho de 2014

Recursos e Estratégias em Baixa Tecnologia para Alunos com TEA

PRÁTICAS EDUCACIONAIS PARA
CRIANÇAS COM TGD/TEA

 "A apropriação do conhecimento a respeito do TGD/TEA e das práticas educacionais propiciadoras de desenvolvimento das competências  sócio-cognitivas de alunos com este transtorno, precisa ocorrer tanto pelo  professor da educação básica quanto do AEE" (Belisário & Cunha/2010).
 As estratégias  devem estar articuladas com as experiências diárias de cada um, para que se promova a aprendizagem e possam ser  difundidas pelos alunos para outros  ambientes de interação social.
As atividades selecionadas são a sistematização da Função Executiva, ou seja, propiciam um plano estratégico de ações sequênciadas. As atividades podem ser utilizadas tanto na sala regular com toda a turma, propiciando a interação do aluno com autismo, quanto no atendimento individualizado/AEE, na sala de recursos multifuncionais  e aplicadas com alunos de todas as idades, observando-se o nível de desenvolvimento que se encontram.
Compreendendo Função Executiva como "o conjunto de condutas de pensamento que permite a utilização de estratégias adequadas para se alcançar um objetivo. É uma função que se relaciona com a capacidade de antecipar, planificar, controlar impulsos, inibir respostas inadequadas, flexibilizar pensamento e ação" (Belisário & Cunha/2010).
Importante frisar que o problema fundamental do autista está relacionado a inflexibilidade, em prejuízo da Função Executiva,

Apresento estratégias de baixa tecnologia construídas com sucatas e materiais de baixo custo utilizados para trabalhar a percepção visual, a elaboração do pensamento, a atenção e concentração. A seleção de jogos estimulam os alunos com TGD/TEA, a construírem conceitos básicos de cor, forma e tamanho, assimilação, comparação, seleção, sequência numérica e alfabética, que podem ampliar as potencialidades dos alunos  na criação de estratégias próprias para a resolução de problemas.
 

Para planejar estratégias significativas, vale retomar o conceito de TECNOLOGIA ASSISTIVA.

A Tecnologia Assistiva, segundo Bersch (2006, p.2),”deve ser entendida como um auxilio que promoverá a ampliação de uma habilidade funcional deficitária ou possibilitará a realização da função desejada e que se encontra impedida por circunstância de deficiência”.
“Tecnologia assistiva são recursos e serviços que visam facilitar o desenvolvimento de atividades diárias por pessoas com deficiência. Procuram aumentar as capacidades funcionais e assim promover a independência e a autonomia de quem às utiliza”. (MELO, 2007, p. 94).
Conforme conceito proposto pelo Comitê de Ajudas Técnicas (CAT) da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República: "Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social." Veja algumas atividades alternativas para alunos co TEA.









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